Marco zero na mata.
Uma companhia de capital inglês chega ao norte do Paraná e começa a riscar lotes estreitos, do espigão ao rio. Cada família ganha estrada em cima e água embaixo.
Arábica plantado na terra rossa de Londrina, colhido maduro e torrado em pequenos lotes. O mesmo pó que deixa o pé vermelho vai pra sua xícara.
Quando os imigrantes italianos chegaram ao norte do Paraná, chamaram aquele chão de terra rossa, terra vermelha. O Brasil ouviu "roxa" e o nome ficou. A cor nunca mudou.
Ela vem do basalto, a lava que cobriu o sul do Brasil há uns 130 milhões de anos. Desfeito pelo tempo, o basalto vira uma argila funda e cheia de óxido de ferro. É esse ferro que pinta o pé de quem nasce aqui e alimenta o cafezal.
Todo londrinense tem o pé vermelho. A gente tem o pó.
Uma companhia de capital inglês chega ao norte do Paraná e começa a riscar lotes estreitos, do espigão ao rio. Cada família ganha estrada em cima e água embaixo.
Londrina vira cidade com nome inglês, mas quem constrói é gente do mundo todo: japoneses, italianos, alemães, nordestinos, mineiros e paulistas. Todos com o pé vermelho.
O café vira ouro verde. O norte do Paraná vira mar de cafezal, e Londrina ganha o apelido de capital mundial do café.
Numa madrugada, o frio queimou os cafezais do Paraná. As folhas amanheceram pretas, e daí o nome. Em poucos anos o café quase sumiu do norte do estado.
Em menos terra e com mais cuidado: colheita do grão maduro, secagem no terreiro e torra aqui em Londrina. É daqui que sai o Pó Vermelho.
Role pra atravessar 95 anos
Todo café da casa é 100% arábica, colhido maduro e torrado em Londrina. Cada lote tem nome de um pedaço da história daqui. Escolha grão ou moído e a gente mói na hora, no dia da entrega.
Grão de café cru é verde e cheira a feno. É o fogo que transforma açúcar em aroma. Arraste a torra e veja o grão mudar. As marcas mostram onde cada lote nosso para.
Escolha o método e quantas xícaras. A gente calcula pó, água, moagem e tempo, e o cronômetro te guia gota a gota.
Só a cereja madura, vermelha como o chão. Verde fica no pé pra próxima passada.
Secagem ao sol, revirada com rodo várias vezes por dia, até o grão chegar a 11% de umidade.
O grão descansa no escuro pra assentar umidade e sabor. Café com pressa amarga.
Fornadas de 15 kg, em Londrina, com curva anotada lote por lote.
A data da torra vem impressa no pacote. Depois de 30 dias a gente nem manda.
A torra de terça chega na sua porta. Você escolhe o plano e se quer grão ou moído, e troca ou pausa quando quiser, pelo WhatsApp. Membro paga menos que no avulso e prova o microlote antes de todo mundo.
Não exatamente. "Gourmet" é a categoria mais alta da classificação da indústria brasileira. "Especial" é o café que passa de 80 pontos na escala da SCA, avaliado por provador certificado. Todos os nossos lotes de linha passam dos 80 e trazem a nota no pacote.
Quase acabou. Depois da geada de 1975 a maior parte do café do Paraná deu lugar a soja, milho e trigo. Mas o arábica voltou, em área menor e com foco em qualidade. É dessa volta que a gente faz parte.
Se você tem moedor, grão, que dura mais o aroma. Se não tem, a gente mói no dia do envio na moagem certa pro seu método: coado, prensa, moka ou espresso.
O auge é entre 7 e 30 dias depois da torra. A data da torra vem impressa. Depois de aberto, guarde no próprio pacote, que tem válvula, longe da luz e fora da geladeira.
Na época da colheita, de maio a setembro, a gente abre a fazenda em alguns sábados. Membro do clube tem prioridade. Chama no WhatsApp.
De preferência todo dia de manhã, numa xícara. Monte seu pedido ou chama a gente pra uma prova.